E meu castelo de cartas desabou... Demorei a descobrir que os amores acabam... Que o vento passa... Que o rio corre.... Que as pessoas mudam... E que os sentimentos, por mais sinceros e verdadeiros e duradoros... Eles, assim como o vento, tambem passam...
Me sinto um grao de areia no meio da multidao... e por mais palavras, por mais afeto e atençao que eu receba de varias pessoas... Ainda sim, me sinto um nada, uma coisa que passou... que nao mais será...
Meu castelo de cartas cor de rosa... Ja nao mais existe... Sera meu erro tentar fantasia, enfeitar a vida de um jeito que nunca sera, de um jeito que nunca vou poder te proporcionar?
A rudeza do tempo num misto com o destino me tira a cada dia a certeza de que posso romper o veu da trama do meu destino... A cada dia vejo sugir linhas, traços, brancos fios, uma carranca amarga no corpo de alguem que nao reconheço mais diante do espelho da vida...
E me pergunto porque o Sr Dono do tempo, das coisas, dos destinos de reles mortais nao acaba com essa agonia? sera um gozo de prazer observar o sofrer de uma alma que acredita em castelos de cartas?
Princesas nao vivem em castelos de cartas... Elas precisam de mais, pra ostentar aquilo que elas acreditam ser felicidade... Nunca poderia abrigar uma princesa de um mundo distante, em meu castelo de cartas flutuantes...
E no modesto castelo de cartas sentei e vi o vento passar... o rio correr... pessoas mudarem... sentimentos morrer... e uma carranca aparecer... Mais assim como o vento, um dia ela tambem vai passar... E tudo mudara... E sera teado uma nova trama no tecido do destino no meu castelo de cartas marcadas...